Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Sinopse:Don’t repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always. Publicada em julho de 2014, a crônica que dá título a este volume, que cria uma conversa imaginária entre um brasileiro e um gringo visitando o Brasil durante a Copa, rapidamente se tornou um viral de internet com mais de 230 mil compartilhamentos, até ser comentada em artigo do Washington Post. Trata-se de uma amostra da verve humorística - embebida de zeitgeist, crítica ferina e muito afeto - de Gregorio Duvivier, um dos autores mais inventivos e promissores do Brasil na atualidade. Reunindo o melhor de sua produção ficcional, Put some farofa traz textos publicados na Folha de S.Paulo e esquetes escritos para o canal Porta dos Fundos, além de alguns inéditos.
Se Gregorio revela o raro dom da multiplicidade, tendo despontado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos de opinião, exercícios de estilo e experimentações sem fim. Os textos vão da pauta que está sendo debatida naquele dia no jornal ao completo nonsense; do lirismo ao humor escrachado; do íntimo ao universal.
No conjunto, o que espanta no autor é o frescor, a coragem, e, sobretudo, a capacidade inesgotável de se renovar a cada semana, contando sempre com a inteligência e a sensibilidade do leitor.
Queridos Leitores! Estou aqui pra falar do livro de Gregorio Duvivier com o Título Put Some Farofa, publicado em 2014 e lançamento pela Companhia das Letras, o que chamou a minha atenção foi referente ao nome do título muito divertido e como sempre as suas tiradas de humor e o motivo que ocasionou essa leitura pois neste mês no Clube de Leitura Penguim - Companhia da minha cidade (São Luís), falando de crônicas e o livro escolhido para debatemos sobre as questões levadas no livro.
Em linhas gerais,Gregorio Duvivier o autor,comediante, roteirista e também ator, fala sobre diversos temas do cotidiano, então vai ter várias situações ao qual se deparam com o leitor, além das crônicas já publicadas pela a Folha de São Paulo e enquetes na Porta dos Fundos, tem vários textos inéditos, que vai te fazer rir demais e vai querer contar pra todos.
"Demorei a falar. Mas comecei a ler muito cedo, quando descobri que ler é uma ótima maneira de não estar. Passei os primeiros anos da minha vida não estando aqui, nem perto daqui: estava nos livros do Roald Dahl, no programa da Vovó Mafalda ou em outros lugares inexistentes como a Conchinchina. Lá, eu era amigo do rei."
(Gregorio Duvivier,‘Put some farofa’, pg 192)
Com seu estilo próprio, Gregorio Duvivier mostrar seu talento e suas crônicas bem divertidas, que fala sobre o amor, família, morte, religião e uma infinidade de assuntos bem atuais, sempre nos refletir sobre a vida e as banalidades do nosso dia - a - dia.
Como é de bom agrado e de costume. Recomento a Leitura deste Livro muito revelante e interessante. Para tirar boas risadas e com suas tiradas fenomenais de Gregorio Duvivier.
Gregorio Duvivier lê "É menina", de "Put some farofa"
Aproveite Put Some Farofa e Boa Leitura!
Anajara Oliveira
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Ana Oliveira
22 anos, Taurina, Futura estudante de Direito, sonhadora nas horas vagas, fã de Supernatural e Arrow, Apaixonada por livros, principalmente, romances. Cinéfila e louca para trabalhar na Netflix.